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Survodutida: o que promete a nova substância emagrecedora e como isso afeta personal trainers?

No universo dos medicamentos para emagrecer, uma nova substância vem chamando a atenção da comunidade médica: a survodutida. Ela ainda está em fase de testes e não chegou às farmácias, mas os resultados apresentados já sinalizam que ela pode revolucionar o mercado das canetas emagrecedoras.

Para o mercado fitness, há tempos, um dos argumentos mais fortes da consultoria contra as canetas emagrecedoras é que elas fazem o aluno perder músculo junto com a gordura, e por isso o treino é indispensável. A survodutida aparece propondo justamente preservar a massa muscular, então fica a pergunta: se ela mantém o músculo, o que o personal tem a oferecer diante disso?

Antes que o assunto chegue até os seus alunos, vale entender o que essa substância é, o que a torna diferente e como trabalhar o valor (inestimável) do seu trabalho.

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O que é a survodutida?

A survodutida é uma molécula em estudo para o tratamento da obesidade, desenvolvida pela farmacêutica Boehringer Ingelheim. O que a diferencia está no mecanismo de ação. As canetas já conhecidas, como Ozempic e Wegovy, agem sobre um único alvo: o GLP-1, o hormônio que prolonga a saciedade e reduz a fome.

Contudo, a survodutida faz o mesmo e vai além, porque é um duplo agonista: combina o GLP-1 com o glucagon, um hormônio que age diretamente no fígado, aumenta o gasto energético e ajuda a mobilizar a gordura acumulada.

Nos estudos de fase 3 (a última etapa antes de um eventual pedido de aprovação), aplicada por injeção semanal, a substância levou a uma perda média de cerca de 16,6% do peso corporal ao longo de 76 semanas.

Atacar a “gordura certa” e poupar os músculos

O que fez a survodutida se destacar não foi emagrecer mais que as outras, nesse quesito, os números são parecidos. Foi a qualidade dessa perda de peso.

Graças à ação do glucagon, os estudos mostraram uma redução expressiva de dois tipos de gordura considerados os mais perigosos. A gordura visceral, aquela que se acumula em volta dos órgãos, caiu cerca de 34%. Já a gordura acumulada no fígado recuou em torno de 63%. Não são gorduras quaisquer: elas estão ligadas a maior risco de diabetes, de problemas no coração e de doença hepática, um problema de saúde que cresce no mundo todo.

E há outro ponto: a preservação da massa muscular. Nos estudos, a maior parte do peso eliminado veio da gordura, e não do músculo, o contrário do efeito colateral que costuma acompanhar as canetas atuais. Vale a ressalva de que ainda não existem pesquisas comparando diretamente a survodutida com as outras moléculas, então é cedo para dizer que ela é “superir”. Mesmo assim, os dados se mostram suficientes para mudar o discurso sobre as canetas emagrecedoras.

E é exatamente esse discurso que pede uma resposta sua.

“Preservar” músculo é muito diferente de “construir” músculo

Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. Preservar a massa muscular durante o emagrecimento é evitar que ela diminua. Construir músculo, ganhar força, melhorar a função e a composição corporal é outra história completamente diferente, e nenhum medicamento faz isso.

Nenhuma injeção aplica estímulo mecânico. Nenhuma molécula ensina um padrão de movimento, corrige uma execução, previne uma lesão ou desenvolve força funcional. Isso vem de uma coisa só: treino bem prescrito e bem acompanhado.

Não é por acaso que a própria comunidade médica, ao receitar esse tipo de medicamento, já orienta o paciente na mesma hora a fazer musculação. O remédio pode cuidar da balança; o corpo forte, funcional e saudável continua sendo trabalho seu.

Quer aprender a manter esses alunos na sua consultoria?

Quem emagrece com ajuda de medicamento tende a ficar mais motivado, não menos. O risco das canetas é outro: achar que o remédio basta e que o treino se tornou algo opcional.

Cabe a você, personal, mostrar a realidade. É o treino que constrói músculo, reduz efeitos colaterais das canetas e ainda, entregar um acompanhamento que o aluno não vai querer abandonar. Ou seja, a habilidade que mais vai valer agora não é captar novos alunos, mas reter aqueles que chegaram ou que já estejam com você.

Foi pensando nisso que a MFIT preparou o curso Retenção de Alunos na Prática, 100% gratuito. Nele, você aprende a se posicionar e a construir a experiência que faz o aluno continuar treinando, no contexto dos medicamentos para emagrecer e em outros momentos difíceis, como a baixa temporada.

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Como o personal pode lidar com a survodutida?

Muitas pessoas que antes nem cogitavam se exercitar vão emagrecer com esse tipo de medicamento e, por recomendação médica, vão precisar de acompanhamento de força. Ou seja: um novo perfil de aluno passando a procurar o personal.

O seu posicionamento também ganha uma camada a mais e em vez de vender “emagrecimento” (algo que o remédio agora entrega), você passa a oferecer o que só o treino constrói: composição corporal, hipertrofia, saúde articular, performance e a experiência de um acompanhamento humano.

Atrair esse aluno pode ser a parte mais simples. O seu verdadeiro desafio será outro: reter ele em uma plataforma que entregue o que ele precisa, e a organização que você merece ter.

Quanto cobra um personal trainer

A estrutura que transforma esse novo aluno em consultoria estável

No fim das contas, prosperar nesse novo cenário não depende de competir com o remédio. Depende de reposicionar o seu valor e, sobretudo, de manter por perto cada aluno que chega. E isso exige enxergar quem está engajado, quem está oscilando e quem já dá sinais de que vai sumir — antes que o cancelamento aconteça.

Com o app da MFIT, você tem a estrutura completa para isso:

  • prescrição de treinos de força com vídeos demonstrativos, ideais para quem usa medicamento e precisa preservar e construir músculo;
  • avaliação física e anamnese para acompanhar a composição corporal de perto;
  • notificações e feedbacks para manter o aluno engajado no processo;
  • gestão de todos os alunos e do financeiro da consultoria em um só lugar;
  • e a Área de Retenção de Alunos, que classifica sua base por nível de engajamento e ajuda a identificar quem está em risco de desistir, para você agir antes do cancelamento.

Faça um teste grátis por 10 dias no app da MFIT e prepare a sua consultoria para o novo perfil de aluno que já está chegando, mantendo cada um deles ativo, evoluindo e com você.

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